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Varejo de beleza: foco em dados, tecnologia e pessoas

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César Tsukuda, diretor-geral da Beauty Fair, abordou essa e outras tendências voltadas para o mercado de beleza durante Pós-NRF

Com a presença de cerca de 500 convidados (veja mais aqui!) e o patrocínio de empresas como Cless Cosméticos, Coty, Eico Cosméticos, L’Oréal Grande Público e L’Oréal Professionnel, Taiff, Vult e Wella, o Pós-NRF 2020 realizado ontem (04) pela Beauty Fair, em São Paulo, teve como objetivo compartilhar informações e oferecer um resumo dos insights vistos na NRF, Retail’s Big Show, evento realizado em Nova York em janeiro deste ano.

Durante o encontro entre representantes da indústria e de perfumarias, especialistas abordaram tendências relacionadas a mercado, inovação, tecnologia e modelos de negócio. Um dos conteúdos foi apresentado por Cesar Tsukuda, diretor-geral da Beauty Fair, que compartilhou alguns insights importantes para serem repensados com foco no desenvolvimento do setor. 

“Começamos o ano bem se comparado ao início de 2019. A área da beleza está com um crescimento moderado, porém com consistência. Também é necessário ter atenção aos novos produtos. Clientes estão buscando por nichos, como produtos veganos, por exemplo. Além disso, os juros estão baixos, fazendo com que fiquemos atentos a oportunidades. Nunca na história recente tivemos juros no patamar que temos hoje e o setor de perfumaria pode servir como alavanca de crescimento e investimento”, concluiu. 

A seguir, você confere um resumo do que Cesar apresentou aos varejistas e representantes da indústria:

  • Dados: são essenciais para entender os consumidores e o seu comportamento, porém é necessário saber utilizá-los corretamente. A coleta de dados deve fazer a diferença e ser utilizada para proporcionar uma boa experiência para os consumidores. “Antes de sair correndo atrás de dados, pense quais são necessários e quais você quer do seu cliente e o que fará com eles. Não adianta ter um banco de dados gigante e não fazer nada com ele”, disse Cesar.
  • Tecnologia: estará cada vez mais presente em nosso dia a dia e deve ser utilizada para facilitar a vida das pessoas. “Tecnologia por tecnologia é bastante questionável. Você deve utilizá-la para facilitar e aproximar as relações humanas”, reforçou.
  • Pessoas: deve-se ter foco em relações humanas para se criar uma construção colaborativa. “Todo varejista deve ter clareza de saber que o varejo sempre foi e sempre será relacionado a pessoas. E não estamos falando só dos clientes. Um colaborador engajado com o propósito e identidade da empresa, ajuda no seu negócio”, disse.
  • Chinalization: o termo significa que devemos ter um olhar de referência e aprendizado para as inovações em grandes países, como a China. “O Brasil e a China eram dois países que mais tinham gente desbancarizada, sem acesso à rede bancária. Antes da bancarização, na China, os meios de pagamento foram digitalizados e 90% dos pagamentos feitos no varejo são por meio do WeChat ou AliPay e isso tira o grande atrito do varejo que são as filas”, afirmou.
  • Ecossistema: criação de um ambiente para entrega de soluções completas. O cliente compra um produto e não canal. Sua identidade precisa ser respeitada e você deve atender o consumidor em todos os canais. “Alibaba é o melhor exemplo. Eles não estão preocupados com a experiência, mas em entregar tudo o que o cliente precisa de uma vez só. Como a gente vai entregar, transferir a experiência em qualquer um dos canais que nossa loja possa ter?”, provocou.
  • Colaboração: não há futuro sem colaboração, até mesmo entre concorrentes. “A palavra pode ser batida e desgastada, mas a colaboração mudou. Hoje ela é feita entre concorrentes, indústria, varejistas… deve haver troca de dados entre indústria e varejo. Juntos, é possível criar uma estratégia voltada ao consumidor. A parceria com força pode manter o canal sustentável por muitos e muitos anos”, afirmou. 

Sobre essas tendências, Cesar ainda ressaltou que não significa que agora que você as conhece, é preciso implementá-las imediatamente. “É importante compreender cada uma delas e fazer uma de cada vez. O que da NRF pode fazer diferença em nosso negócio? Veja, avalie no dia a dia, mas comece a fazer algo. Invista em alguma coisa de cada vez”, concluiu.

Por Aline Oliveira
Fotos: Diego Marcos

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