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Vaidade infantil: invista no promissor segmento kids

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Espaços e salões de beleza exclusivos para os pequenos são fontes de lucro. Aposte!


 

Empreender no mercado de beleza é um caminho promissor, já que se trata de um dos setores que, mesmo diante da crise, continua em ascensão. Mas quem deseja se aventurar nesse universo pode enfrentar uma concorrência feroz. Segundo pesquisa da Euromonitor encomendada pela Beauty Fair em 2018, o Brasil tem cerca de 500 mil salões de beleza formais. Somado aos estabelecimentos informais esse número pode chegar a 1,1 milhão.

Salão Jojo Kids

A boa notícia é que ainda há segmentos poucos explorados. Esse é o caso dos salões voltados para o público infantil, que oferecem espaços que mais parecem parques de diversões, serviços rápidos e básicos, mas que conseguem ser tão ou mais lucrativos do que os salões convencionais. “No Brasil, as segmentações surgem para agregar valor aos produtos e serviços. Foi o que aconteceu com o público masculino com o advento das barbearias, com as cacheadas e que pode acontecer com o segmento infantil se olharem com atenção para esse nicho, pois é um mercado com muito potencial”, apontou Diego Smorigo, gestor estadual da carteira de beleza do Sebrae-SP.

De acordo com o especialista, para quem quer investir na beleza infantil é necessário um estudo das clientes, caso o gestor já tenha um salão e vá ampliar o negócio com um espaço kids. “Para quem já tem um salão, pesquise se seu público tem filhos e se trariam para o mesmo espaço que elas frequentam, lembrando sempre que é necessário um investimento em infraestrutura e uma reestruturação da equipe, já que o profissional que lida com crianças precisa ter empatia e uma linguagem própria. Ele deve saber falar dos jogos e desenhos da moda, por exemplo”, explicou.

Já para quem vai focar nesse público, Diego alerta sobre a localização. “Está engando quem acha melhor abrir salões infantis próximos a buffets e escolas. A melhor localização são os pontos comerciais em geral, locais com muitos bancos, supermercados e, disparados, os shoppings, pois são localizações boas e fáceis para os pais. A localização tem que aliar conveniência e praticidade. Os pais levam o filho a um salão, porque é no caminho de atividades que ele tem que fazer. Essa dica vale tanto para bairros nobres, quanto para a periferia”, ensinou.

Quando o assunto é burocracia e processos produtivos, a regra é a mesma para qualquer

Salão Jojo Kids

tipo de salão. “Nesse caso, a burocracia é igual, o que muda é a estrutura, ações de marketing e estratégias para agregar valor ao serviço. A vantagem de um salão infantil é que o gasto com insumos é menor. O estabelecimento pode oferecer muitas coisas, mas via de regra, a atividade central sempre é o corte, fazendo com que a rotatividade aumente. Isso não quer dizer que o gestor não precise se preocupar com o valor do serviço, já que os pais costumam ser muito exigentes com os filhos. Os pais querem oferecer o melhor e o mais exclusivo para seus filhos e esse é o papel do salão é mostrar que tem isso”, disse Diego.

A lógica do salão infantil

Salão Franjinha, MG

O salão de beleza infantil tem suas particularidades e precisam ser respeitadas, o que não se trata de ser conservador ou não ousar, mas sim de entender que para trabalhar com crianças você precisa seguir algumas regras. A rotatividade de profissionais é um problema que afeta qualquer salão, mas se tratando do universo kids, isso é ainda mais sério. Crianças exigem atenção e jogo de cintura, pois a hora do corte costuma ser agitada. Além de fazer cortes e penteados, o cabeleireiro terá que acompanhar a criança desde a sua entrada até a saída, dar uma atenção especial e fazer com que se sintam em num lugar lúdico e até fantástico.

Giovana Champs Porfirio, proprietária do salão Franjinha, em Uberaba, Minas Gerais, um dos salões mais antigos no segmento com 26 anos de mercado fala sobre a importância da fidelização dos funcionários. “Acredito que o nosso sucesso venha da fidelização dos clientes devido a baixa rotatividade de profissional. Somos em duas profissionais e a minha funcionária está comigo há 19 anos, claro que pode ser mais fácil ter baixa rotatividade por se tratar de um salão no interior de Minas Gerais. Isso gera uma confiança muito grande. Crianças que no passado cortaram aqui, hoje trazem os filhos. Esse é o maior diferencial do Franjinha. Nesses anos vi muitos salões abrirem e fecharem, pois sei que não é fácil lidar com esse público, tem que ter muito amor”, contou.

Salão Franjinha, MG

A empresária acredita ainda que o que movimenta o seu negócio é o foco nas crianças. “A criança vem no salão para brincar e se distrair e ela não quer ter um espaço dividido com adultos. Aqui a psicologia fala muito mais alto do que a técnica. Já trabalhei com reflexos, mechas coloridas, bijuterias, máscaras para o rosto, mas isso ficou defasado. O forte do mundo infantil é mesmo o corte, mas claro que pintamos as unhas das meninas e quando é uma ocasiões de festa fazemos penteados e maquiagens, mas no dia a dia é o corte que sustenta o salão”, contou.

 

Jojo Kids, SP

Estrutura, investimento e lucros
Por menor que seja, um salão infantil exige uma estrutura mais robusta do que um salão tradicional. O investimento nesse segmento pode variar de R$100 mil até R$ 800 mil, mas se a administração for regrada e saudável, os lucros sustentam o tranquilamente o emprego de dinheiro. Existe salões que chegam a faturar cerca de R$ 700 mil por mês. “A criança deve cortar o cabelo brincando, caso contrário, você traumatiza, por isso, os atrativos que o gestor investe não são luxos, são essenciais. Qualquer salão simples e pequeno gasta, no mínimo, R$ 100 mil para abrir. Além de brinquedos, games, televisões, o salão infantil exige um gasto maior com segurança. Tenho portões eletrônicos e câmeras espalhadas por todos os espaços”, contou Dayan Pereira Pinto, proprietário do salão Jojo Kids, em São Paulo.

O empresário explica ainda a lógica de lucro do salão infantil. “Criança exige equipe treinada. Os profissionais não saem preparados das escolas, então nós oferecemos treinamentos internos constantes. O profissional precisa ser criança igual a criança. As pessoas podem até acreditar que uma barbearia lucra mais do que um salão infantil, mas em um espaço para crianças o gasto com produtos é muito menor do que qualquer outro salão, por exemplo. Um barber pode até atender mais clientes no mesmo período que o profissional do público infantil, mas o valor do corte é infinitamente menor na barbearia. Cada corte infantil varia de R$60 a R$120 e quanto menor é a criança, menos detalhe técnico tem o corte, então é muito rentável”, finalizou Dayan.

Se você se interessou pelo segmento de beleza infantil e quer investir em um espaço no seu salão ou focar em um salão apenas para o público infantil, o Sebrae-SP dá todo suporte técnico para estruturar o seu negócio. Aposte!

Por Janaína Alves

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