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Universo Barber: Efeito Degradê

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Os cortes masculinos estão cada vez mais versáteis. Prova disso é o artifício do Fade, um clássico das barbearias, que vem sendo repaginado e ganhando novas formas para se adaptar a diversos estilos. “O Fade é uma técnica em que os fios são mais curtos nas laterais e na parte de trás. Além disso, alterna níveis de altura do cabelo, fazendo o conhecido degradê”, explica o barber Eliel Costa Cavalcante.

Para Celso Barbeiro, proprietário da Barbearia Portugal, localizada em Lisboa, o corte exige muita técnica por parte dos profissionais. “Esse trabalho requer mais habilidade e sensibilidade de quem o executa. É importante o cabeleireiro estar equipado com bons acessório e maquinas, além de ter olhar apurado e bom senso profissional. Isso fará toda a diferença no resultado”, afirma.

 

Variações do Fade
De acordo com Eliel, o corte Fade pode ter dezenas de variações, mas as mais pedidas nas barbearias são:
RAZOR PART – Corte muito popular nas décadas de 30 e 40 e que tem como elemento principal uma linha divisória na lateral feita por navalha.
UNDERCUT – É basicamente um corte raspado nas laterais e mais alta na parte superior da cabeça.
POMPADOUR – Apresenta as laterais mais baixas e penteadas para trás, além de muito volume no topo da cabeça.
LONG FADE – Topo bem mais longo do que o Fade tradicional.
BLURRY FADE Degradê mais aparente e linhas mais retas no acabamento.

 

Visagismo é palavra-chave
Um dos grandes desafios dos profissionais é a adaptação do Fade em diferentes tipos de rosto. “Esse corte costuma ser democrático, mas não funciona bem em homens com calvície acentuada e em cabeças que apresentem lombos de gordura na parte de trás. Em casos assim, indicamos outros estilos de corte para favorecer o visual, mas isso depende de uma análise prévia com a utilização das técnicas de visagismo”, comenta Celso.

 

Aliados Indispensáveis
Além da pericia do profissional e da análise do perfil do cliente por meio do visagismo, as ferramentas têm papel importante na realização do trabalho. Segundo Eliel Costa Cavalcante, a utilização adequada dos equipamentos é essencial na criação de um Fade perfeito e sem marcas. “Um dos segredos desse tipo de corte é iniciar a marcação indicando a altura do degradê”, diz ele, que dá uma explicação sobre os tipos ideais de acessórios:
MAQUINA DE CORTE TIPO FADE: Caracterizada por ter uma lâmina reta, deve ser utilizada para fazer a marcação inicial do corte.
MAQUINA TAPE: Por possuir lâmina mais côncava, este modelo é indicado para iniciar o disfarce do Fade.
NAVALHA: Pode ser utilizada quando identificarmos o tipo do rosto e o volume de cabelo adequado para o corte. A marcação e a retirada dos fios devem ser feitas com este acessório.
TESOURA: Em determinados tipos de cabelo, é a ferramenta ideal para melhorar o acabamento iniciado pela máquina.

 

 

Dica de Mestre
Celso Barbeiro, que ministra cursos no mundo todo sobre o universo masculino, dá uma dica para que os erros não sejam cometidos na realização desse tipo de corte. “Um bom truque é começar o Fade numa distância aproximada de dois dedos da linha do topo da cabeça, criando um efeito suave ao longo das laterais até o pescoço. É um corte que tem melhor resultado em peles morenas, pois a tonalidade do couro cabeludo se mistura com a cor do cabelo, dando um resultado excelente.

 

 

 

 

 

 

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