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Uma conversa com Cecile Piel-Benson, de L’Oréal Professionnel

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Como mostramos aqui, a L’Oréal reuniu um time de coloristas brasileiros para participar do co-desenvolvimento de um produto de descoloração. Entre os profissionais internacionais que acompanharam essa etapa estava Cecile Piel-Benson, diretora global de testes de produtos DPP.

Com 49 anos de idade, a francesa Cecile Piel-Benson, que começou na L’Oréal quando tinha apenas 20 anos, ressalta o que todo cabeleireiro sente pela profissão: paixão. Antes de entrar na companhia francesa, Cecile havia trabalhado como cabeleireira por quatro anos, passou pelo primeiro nível de treinamento da L’Oréal, atuou na Academia, onde foi gerente e, em 2002 foi convidada para trabalhar em Londres e muita coisa continuou acontecendo na vida de Cecile.

Conheça sua trajetória e o processo de co-desenvolvimento com os profissionais brasileiros a seguir e inspire-se!

Da França para o Reino Unido
“Quando você está na França, acha que em todo lugar tudo é igual, mas não é assim. Em Londres eu sofri uma lavagem cerebral porque eu era muito do mercado francês. Lá foi completamente diferente, apesar de ser próximo de Paris. Há outras companhias e a L’Oréal não é tão famosa como é na França e a posição se torna mais desafiadora. Eu descobri que o mundo não era como na França e isso foi muito interessante.”

Da área de educação para o desenvolvimento de produtos
“Depois de alguns anos e de volta à França, mudei de trabalho e passei a atuar no desenvolvimento; me tornei diretora técnica da divisão. Foi uma aventura, pois é um lado diferente, que envolve indústria, laboratório. Quando você vê o produto, você não sabe porque ele foi colocado num pote, porque faz isso ou aquilo. Mas a verdade é que há muitas restrições no mercado e uma série de exigências na L’Oréal antes de lançar um produto. O desenvolvimento é totalmente internacional e trabalha com todos os mercados, em todos os países. É desafiador e não corre tão suavemente como pode parecer.”

Cada País uma história
“O nível do trabalho e esforço é muito alto no desenvolvimento de produtos. Faz 10 anos que faço isso. Trabalho para outras marcas da divisão e há quatro, cinco anos tenho ido para países muito distantes e tenho a chance de conhecer todas as partes do mundo. É extremamente interessante e muito apaixonante porque no final do dia tudo é diferente  em cada País. Uma mulher japonesa, por exemplo, depois de morar seis anos na França, já não é a mesma, não tem o mesmo cabelo. A comida, a água e o clima tem um impacto muito grande no cabelo das pessoas.”

Desenvolvimento de produtos
“Mesmo que a gente desenvolva um produto em Paris, ele é testado em muitos outros países. E o Brasil sempre foi um grande mercado de produtos de tratamento e, antes de lançar ou validar um produto, sempre há testes no Brasil. Considero que há três grandes mercados no mundo: Estados Unidos, Japão e Brasil.”

Co-desenvolvimento apenas com brasileiros
“Há dois anos começamos a trabalhar com o co-desenvolvimento. Mesmo que sejamos superexigentes e cuidadosos, o teste do produto nunca será igual como quando um cabeleireiro o utiliza ali na cadeira. O feedback que os cabeleireiros dão é 10x mais valioso do que o do próprio time de desenvolvimento. Nos baseamos muito mais na opinião do cabeleireiro do que na equipe.”

 

O Brasil e a coloração
“O Brasil é muito famoso pelos louros; vemos muitas loiras por aqui. Os cabeleireiros trabalham com a mesma pessoa por quatro, cinco horas. Um dos profissionais com quem conversei perguntou se eu sabia porque eles são famosos pelos loiros e me disse que é porque eles trabalham até conseguir o resultado que desejam. Por isso temos que nos assegurar de que o produto é muito seguro e apropriado porque sabemos que os profissionais vão passar dos limites, vão tentar inovar, etc.”

Integração com o profissional brasileiro
“Normalmente fazemos o co-desenvolvimento unindo diversas nacionalidades e é a primeira vez que isso é feito somente com brasileiros. Há tantos tipos de cabelos por aqui que é como se você estivesse cobrindo vários países. Este é um mercado profissional que se dedica a escolher a técnica que dê o resultado específico que eles querem.”

Orientação
“Nós damos direcionamento de uso por causa do produto que é novo. Mas estou aqui apenas para checar se eles não ultrapassam os padrões de segurança. Em relação às técnicas e processo eles fazem o que querem.”

Feedback dos brasileiros
“Cada feedback é útil, desde a parte de marketing no sentido de como lançar o produto,aparte mais técnica, de proporção utilizada que foi melhor. Tudo o que viram no workshop, como funcionou, o que eles viram, tudo isso é usado como feedback.”

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