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Troca de serviços entre colaboradores: saiba como facilitar a prática

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Ter pré-estabelecido os direitos e deveres em relação a procedimentos trocados é fundamental para evitar possíveis problemas entre profissionais, gestores e clientes

Uma das práticas mais comuns dentro dos salões de beleza é a troca de serviços entre os profissionais; a manicure faz as unhas da cabeleireira em troca de uma escova, o cabeleireiro faz corte, tratamento no seu colega e por aí vai. Apesar de parecer inofensivo, por vezes, a prática causa contratempos dentro do ambiente de trabalho, como relata Sandra Pitta, empresária e sócia da Casa Miracolli (São Paulo). “Nossos funcionários são livres para trocar serviços. Mas já tivemos, sim, problemas e, por isso, alguns preferem fazer procedimentos em outro lugar”, relata.

No Laury & Marcia Galvão, localizado em Belém (PA), durante um período, os gestores também enfrentaram alguns problemas com a prática. “Houve uma época em que a situação saiu do controle. Os funcionários faziam isso em grande quantidade e, muitas vezes, sem avisar. Além disso, alguns combinavam preços por fora e lucravam sem envolver o salão. Quando descobrimos, cortamos tudo”, afirma Mith Borges, gerente do salão.

Hoje, o espaço adota políticas bem claras para que a prática siga sem prejudicar ninguém. Afinal, a boa aparência dos funcionários e prestadores de serviço é muito importante para a imagem do salão, como afirma Eduardo Nunes, proprietário do salão D Concept, que acaba de ser inaugurado em Brasília (DF). “Oferecemos beleza e bem-estar, então queremos que os nossos funcionários também se sintam parte. Dizemos que os nossos funcionários e profissionais são a vitrine do salão, principalmente na recepção, pois é o primeiro contato do cliente ao chegar em nosso ambiente. Então, desde que não interrompam o fluxo do atendimento dos nossos clientes externos, a troca de serviços é validada por nós”.

Tem dúvidas de como incorporar a prática em seu salão? Para garantir a satisfação de todos os lados, algumas regrinhas básicas podem te ajudar. Confira:

1. Jogo limpo
Para que a situação seja favorável a todos, ponto mais importante é deixar tudo às claras. Para evitar que façam serviços às escondidas, Mith conta que, hoje, cada um que quiser fazer um serviço no salão precisa agendar um horário para ser atendido. “Tudo é acordado entre os funcionários e o salão e colocado na agenda”, diz a gerente do salão Laury & Marcia Galvão.

2. Horários especiais
“Desde o início deixamos claro que não podemos interromper o atendimento do cliente”, explica Eduardo Nunes. Essa norma é consenso entre os salões e os profissionais são orientados a marcar o serviço fora do horário de trabalho, quando o salão está fechado ou em sua hora de almoço ou descanso. “Na Casa Miracolli pedimos que façam a troca de serviços de segunda a quinta, mas acontecem algumas exceções”, diz Sandra.
“Tivemos casos de manicures que não informavam que estavam realizando um serviço com um colega e, quando precisávamos dela para uma cliente, não estava disponível”, disse Mith, que contou que, para que isso não voltasse a acontecer, o salão orientou as prestadoras de serviço a bloquearem a agenda quando quiserem trocar serviço com um colega.

3. Cobrar ou não cobrar?
Essa é uma questão muito delicada e deve ser tratada de forma clara e direta. Cada gestor deve pensar na melhor maneira de acordo com as normas do espaço, considerando também seu tamanho, custos e produtos usados. No D Concept e na Casa Miracolli, por exemplo, os serviços entre colaboradores não é cobrado. “Nossos profissionais ganham bastante produtos, então os serviços são feitos com esses itens e o salão não cobra pelo serviço. Fica como uma cortesia para os funcionários”, conta Eduardo.
Na Casa Miracolli, Sandra diz que nenhum dos funcionários paga por serviços e que os produtos do salão estão disponíveis para os colaboradores. “Inclusive, temos um lavatório externo onde eles podem fazer os serviços todos os dias”, conta.
Já o Laury & Marcia Galvão desenvolveu uma política de preço reduzido, considerando o serviço prestado. “Em alguns serviços, como coloração e relaxamento, o funcionário só paga o produto. A escova tem um preço reduzido de R$ 20. A manicure é o preço normal, pois o serviço usa material esterilizado e outros produtos. Nesse caso não tem como dar desconto”, afirma.

Por Karen Villerva
Fotos: iStock

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