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Ruivos em alta: sua cliente também pode ter o cabelo desejo

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Especialistas em coloração explicam que não são só as mulheres de pele branca que ficam bem com a tendência e compartilham inúmeras dicas. Saiba mais!


Look de Ícaro Souza (Foto: Arquivo Pessoal)

Já faz algum tempo que os tons ruivos têm feito a cabeça da mulherada e que os profissionais têm recebido inúmeros pedidos de transformação. Com o aumento da demanda, até mesmo salões de beleza se especializaram na tonalidade, como é o caso do Duo Jardins, localizado em São Paulo.

Ícaro Sousa é um dos profissionais que atendem no espaço e reforça a ideia de que o ruivo é para todas e não apenas para mulheres com pele mais clara. Ele diz que qualquer tom de pele pode receber a cor e faz uma observação sobre quem tem fios sem coloração. “Se o cabelo chega virgem, tem muitas opções. É só fazer um bom diagnóstico e, dependendo de como estiver, é só aplicar a coloração. Mas, na maioria das vezes, os cabelos devem ser descoloridos e só depois que é aplicado a cor desejada”, diz.

Look de Wesley Nóbrega (Foto: Arquivo Pessoal)

Escolha da cor
Wesley Nóbrega, hairstylist do Allummê Sallon, conta que para escolher a cor adequada para cada tom de pele, o uso da colorimetria é essencial, já que o tom para cada mulher varia muito. “Se colocar um ruivo avermelhado em uma mulher mais branquinha, ela fica pálida. Para ela indicamos o ruivo na altura do loiro, aquele bem acobreado. Já a mulher com a pele mais escura pode ter um ruivo mais avermelhado”, resume.
O hairstylist Léo Prenda concorda com a afirmação do seu colega de profissão e completa:
“O papel do colorista, além de ajudar e orientar a
cliente, é também entender qual o estilo dela. Quem tem pele clara combina com tons de ruivo-alaranjado, que valorizam o tom da pele e dão um ar saudável. Morenas de pele clara  combinam com um ruivo um pouco mais fechado, com nuances douradas, pois não contrastam com a sobrancelha. Já peles morenas e negras combinam com tons de ruivos avermelhados ou com cores com toques de mogno, pois essa cor não deixa cabelo e pele monocromáticos; existe um contraste”.

Referência
Celebridades e perfis de profissionais e salões de beleza costumam servir como inspiração para os clientes na hora de mudar o visual. No entanto, não é sempre que a referência da clientela é, de fato, o ideal para aquele tom de pele. E quando isso acontece, como agir? Wesley acredita que é preciso mostrar à cliente o que fica melhor e se será possível chegar no tom que ela deseja, além de explicar que, dependendo da tonalidade, ela precisará, por exemplo, se maquiar mais para ganhar um ar saudável.
Para Léo Prenda, mostrar referências que se aproximem com o tom de pele da cliente é a melhor solução. “A internet nos ajuda muito com essa escolha. Além disso, as marcas de coloração têm cartelas de cores onde existem vários tipos de tons que também podemos usar como referência”, ressalta.

Transformação feita por Léo Prenda (Foto: Arquivo Pessoal)

Transformação
Esse é um assunto que chega a ser polêmico, já que muitas vezes a transformação de visual exige muito do cabelo e, se o profissional não tomar cuidado, pode comprometer a saúde dos fios. “Se a morena quer ficar ruiva, vai ter que descolorir os fios, fazer uma decapagem. Isso causa um dano muito grande aos cabelos. Já nos fios loiros é mais fácil: só aplicar o tonalizante. Para isso é preciso fazer um teste de mecha para saber como o cabelo vai se comportar e se será possível a transformação”, alerta Wesley Nóbrega.
Léo Prenda, por sua vez, aposta em um processo chamado pré-pigmentação quando os fios da cliente são claros. “Isso significa aplicar uma cor antes da coloração escolhida para que, no final do processo, você tenha a cor desejada e com menor probabilidade de desbotamento”, esclarece.

Desbotamento
“O cabelo ruivo é um dos cabelos que mais desbota e a manutenção no salão deve ser quinzenal ou mensal. Se a pessoa era loira e ficou ruiva precisa de uma manutenção maior, pois o desbotamento é grande até a fixação do pigmento. Já os cabelos mais escuros requerem menos manutenção, mas uma vez por mês precisa de um banho de cor. Orientar a cliente a evitar lavar os fios na água quente, sempre aplicar produtos para cabelo colorido e também usar aqueles com filtro solar capilar para evitar o desbotamento da cor”, dá a dica Wesley.

Look de Léo Prenda (Foto: Arquivo Pessoal)

De profissional para profissional
Quando o profissional não tem tanto conhecimento sobre algum assunto, o ideal é que busque se especializar antes de atender alguma cliente. Certo? Certo! Léo Prenda recomenda cursos de colorimetria e de mudanças de cor. Ele ressalta que, atualmente, muitas pessoas acabam focando em cursos de mechas e esquecem da coloração. “É nesses cursos que eles vão conseguir fazer mudanças de cor com o auxílio de alguém mais experiente. Depois disso, o profissional pode começar a fazer pequenas mudanças  nas clientes. Comece com mudanças de apenas um tom até conseguir fazer uma grande mudança. Perca o medo!”.

Atenção!
Se a sua cliente tem dúvida sobre a cor ou se não tem certeza se ficará ruiva por um período longo de tempo, Wesley Nóbrega sugere que o profissional tenha uma conversa franca com a cliente. “Digo que o ruivo é um caminho sem volta. Para sair do ruivo definitivo, o único caminho é escurecer os fios, nos tons castanho e preto. E ainda assim vai ficar um reflexo avermelhado e alaranjado. Ou deixa crescer que leva tempo, às vezes anos, e tem que cortar para resolver o problema de cor. Quem tem um ruivo e quer clarear, não chega no tom, fica com aquela cor vermelho pálido, popularmente conhecida como água de salsicha. Então falo que quem quer fazer o ruivo, tem que ter consciência de que vai usar aquele tom por bastante tempo ou escurecer depois”, finaliza.

Por Fabíola de Freitas

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