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Redken: um bate-papo sobre educação e lançamentos com Sheri Doss

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A vice-presidente de educação global da marca esteve em São Paulo e falou com exclusividade com a Beauty Fair. Saiba mais!

Sheri Doss, vice-presidente global de educação de Redken

Quando o assunto é Redken, a imagem que vem à cabeça é de uma marca descolada, alegre e que sabe o caminho que deseja trilhar – neste caso, o oposto das marcas tradicionais. O mesmo pode ser dito de Sheri Doss, vice-presidente de educação de Redken. Afinal, só compartilhando a essência – e propósito – da marca é que é possível ter sucesso.

Com 26 anos de trajetória na Redken – Sheri deixou a carreira de professora de inglês e matemática para se dedicar aos cabelos inspirada por sua mãe cabeleireira e por um período de necessidade –, ela que vive em Nova York, esteve em São Paulo na última semana para uma série de compromissos junto aos artistas Redken.

Além de atualizar os profissionais sobre as novidades durante treinamentos – a linha de coloração da marca deve chegar (ou seria voltar?!) ao Brasil em 2020 – e participar de uma confraternização superdivertida, a vice-presidente de educação recebeu a editora de conteúdo Fabíola de Freitas para um bate-papo.

Acompanhe à seguir e, é claro, se prepare para as novidades que a marca promete!

Conta pra gente um pouco da sua história, como foi sua carreira na área da beleza?
Eu nunca quis fazer parte da indústria da beleza, mas minha mãe fazia parte e eu precisava ganhar dinheiro para levar pra casa porque meu pai morreu quando eu tinha cinco anos de idade. E então eu estava indo para a faculdade para ser professora de inglês e de matemática e trabalhava para a Aveda. Uma pessoa da Redken foi até mim e queria me oferecer um acordo. Eu era uma cabeleireira independente na época e precisava daquela ajuda e não gostava da parte de coloração, não usava corretamente, tinha tido uma experiência ruim e essa pessoa me disse para deixá-la explicar como a Redken trabalhava e quando ela me explicou, fez muito sentido pra mim. Usei os produtos com sucesso, fui no programa de especialistas, me demiti da Aveda e duas semanas depois, estava em Las Vegas, como artista Redken.

Como é seu trabalho hoje em dia?
Tenho dupla função; supervisiono as marcas americanas na divisão de produtos profissionais com foco em Redken e sou a vice-presidente global de educação para a Redken. Tenho um time em Nova York que eu supervisiono e ajudo a criar todos os ativos que os profissionais de salão precisam para que seu dia a dia para que, por detrás das cadeiras seja mais fácil. Também ajudo a promover todos os eventos que temos no mundo, de treinamento externos e internos e eventos de cabeleireiros, como o Simpósio da Redken. O próximo será ano que vem, em julho, no México para as Américas. Um dia será aqui no Brasil…

Você vê diferenças entre os profissionais de cada País?
Quando você vive em um País, você tem esse pensamento de que é muito diferente de outros lugares. E em todo País, os desafios que os cabeleireiros enfrentam são exatamente os mesmos. Eles precisam ter certeza de que o seu cliente está feliz, de que estão fazendo cabelos bonitos, de que estão fazendo uma consulta ao cliente para que ele seja tratado da melhor forma. Você encontra no mundo todo pessoas que querem um cabelo legal e o que eu amo sobre Redken é que somos uma tribo. Nós temos uma missão única, que é ajudar todo profissional de salão a aprender mais para que possa ganhar mais. Nossa visão é que todo profissional de salão possa viver a vida melhor. E o que fazemos?! Vamos a cada País para descobrir o que cada um precisa individualmente para viver melhor e criamos espaço para isso.

Sheri Doss em bate-papo com nossa editora de conteúdo

Você enfrenta algum tipo desafio quanto tenta aproximar profissionais da marca?
Nós somos divertidos, somos reconhecidos e isso faz com que as pessoas se sintam confortáveis não importa em qual País você vá. E em Redken temos uma continuidade em tudo o que fazemos, nós treinamos e servimos os cabeleireiros. Às vezes, fazemos algo e o profissional vai porque o salão o mandou, mas tem a energia da Redken, que é muito contagiante.

Quais seus objetivos para os próximos anos?
Tenho muitos deles e um dos primeiros é ajudar o time brasileiro a lançar essa linha de coloração chamada EQ Shades, que é a marca de coloração número um em qualquer tipo de coloração no Canadá, na América do Norte, Chile… E meu objetivo é ajudar a lançar a coloração porque é uma ferramenta maravilhosa para o profissional dar a seu cliente um cabelo bonito e brilhante, que ajuda a tonalizar o cabelo. Esse é o meu objetivo imediato.
A única razão que eu parei de ir à faculdade foi para ajudar pessoas como a minha mãe, que era dona do salão, mas tinha problema para ter uma vida melhor. É uma ótima indústria para fazer parte e é por isso que quero recrutar mais pessoas e quero ajudá-las a viver uma vida melhor.

Você acha que é difícil educar os profissionais por causa das redes sociais, dos vídeos que eles assistem e acham que já sabem fazer determinada técnica, por exemplo?
O Instagram, YouTube, mídias sociais e educação digital são ótimas fontes e acho que pessoas podem começar sua carreira e começar a elevar suas habilidades on-line. A gente acredita muito no Access, que é uma plataforma digital de ensino para os profissionais da L’Oréal, e no ensino misto. Você tem teoria, coisas que demandam muito do seu cérebro, que pode ser on-line, mas a técnica, o Hands On, precisa ser ao vivo. Você pratica de uma forma segura e não no seu cliente.

Qual você acha que será o futuro da educação de beleza profissional?
É algo que a gente fala a todo tempo. Acho que vamos continuar desenvolvendo formas de comunicar com o profissional do salão quanto ao consumo de educação. Quanto mais eles puderem ter um pouco de cada coisa para ajuda-lo, dicas rápidas on-line, no Instagram, faz com que a gente o seduza para que queria participar de eventos, como o do México. A gente pode atrair mais pessoas para essa indústria.

Como vocês escolhem os educadores que vão treinar os profissionais?
Tem uma coisa na Redken que chamamos de plano de carreira. Então é algo bem específico. Algumas vezes quando você está no ambiente corporativo, você tem a chance de ter uma promoção e um novo cargo. Para o cabeleireiro é limitado, talvez possa ser um gerente, talvez um dono de salão. Mas na Redken a gente reconhece o profissional e oferece um plano de carreira. É algo que realmente faz do profissional um especialista, dá novos cargos e toda vez que ele recebe uma nova certificação, é uma oportunidade para o profissional do salão elevar o preço, cobrar pelo o que ele vale porque ele está elevando seu conhecimento, suas habilidades. Uma vez que ele chega a determinado patamar, ele pode colocar seu nome como artista Redken e o que acontece é que ele manda um vídeo via Instagram e a gente vê como ele interage, olha o perfil dele e um grupo de pessoas decide quem é o próximo rock star de Redken e traz ele pra perto para a gente ensinar a ele. Eu não subo num palco e falo que eu sei isso, que sei aquilo. Eu te pergunto o que você sabe e o que você precisa para ter sucesso.

E como vocês escolhem os produtos que vão ser lançados em outros países?
Desenvolver produtos hoje é muito diferente de antigamente. Costumava ser algo fruto da ideia de alguém do marketing, que era muito popular, que trazia o produto e mostrava o que ele fazia. Nós temos um programa que tem profissionais de todo o mundo, inclusive do Brasil, com quem falamos com frequência e nos dão ideia do que devemos lançar baseado no que eles veem e precisam no salão. É uma parceria. A gente dá a eles o que eles precisam para fazer um bom trabalho.

Sheri Doss e os artistas de Redken durante confraternização em São Paulo

Por Fabíola de Freitas
Fotos: Divulgação

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