Início Destaques Quer se destacar na colorimetria?

Quer se destacar na colorimetria?

0
981

Você vai precisar entender sobre cor, química, matemática, se aperfeiçoar em cursos e ter um bom marketing pessoal

O loiro perfeito que muitas mulheres procuram está em uma mistura de métodos que vão da análise tanto de tonalidades de pele e cabelo, quanto da personalidade da cliente. Não basta só aplicar descolorante, é preciso customizar o atendimento. E se você quer se destacar neste mercado, a dica é estudar. E muito. “O profissional precisa se dedicar, aprender não somente com um especialista, mas procurar vários deles para entender as diferentes técnicas, o que é cor, como desenvolver a cor. Não ter apenas uma base como referência”, explica a colorista Brunna Fabricio, do ROM Concept (SP) e embaixadora de L’Oréal Professionnel.

Para dar início nessa carreira, faça um curso básico – que pode ser oferecido por marcas; por instituições, como o Senac; e também na Beauty Fair. “Depois, eu indico ser assistente, porque assistência, para mim, é um grande estágio. E é dentro do salão que a gente aprende bastante. Quando se tornar um colorista, não fique estagnado, procure sempre aulas de aperfeiçoamento e workshops de grandes profissionais para se aprimorar e entender o que está acontecendo no mundo”, comenta o hairstylist Fil Freitas, do Fil Hair & Experience (RJ).

Colorista ou colorimetrista?
Por muito tempo, colorista era conhecido por ser quem aplicava a cor que o cabeleireiro misturava, e não era o responsável pelo trabalho. Hoje, o conceito mudou e o termo colorimetrista acrescentou conhecimento ao profissional. “O colorimetrista estuda sobre cor, entende as reações do cabelo e do produto. Ele sabe que a tonalidade que a cliente deseja não é a cor que ele aplica, mas o resultado que ela pediu. Chegar no tom requer conhecimento mais amplo”, explica Alejandro Valente, hairstylist técnico e educador.

Ter conhecimento avançado ajuda a trazer o resultado esperado de forma mais objetiva e certeira. “O cabeleireiro fica preso a marcas e o seu conhecimento é limitado, passado por workshops. Nenhuma empresa de cosméticos vai entregar uma informação de um produto que ela não tem. Ao se especializar, o profissional vai entender quais são as que trazem o efeito que ele precisa, já que o produto é responsável por 50%. Embora existam números, não representam a mesma tonalidade. Um tem uma resposta mais dourada, outro mais cinza e outro mais chumbado se aplicar o 9.1, por exemplo. Esse entendimento faz a diferença”, alerta.

Química e matemática são fundamentais
Colorimetria é uma ciência exata que envolve mistura de cores e de oxidantes nas proporções e medidas exatas. O profissional deve entender como e onde o produto age no cabelo. Saber sobre composições químicas e ativos e seus resultados é um pulo muito grande na vida do profissional. “Nosso organismo é feito de química e que reage com outra. Nos meus cursos ensino as matérias direcionadas para a vivência do cabeleireiro. O Uruguai, por exemplo, permite oxidante de 80 volumes. Aqui no Brasil precisamos usar pó descolorante para chegar em resultados acima de quatro tons de clareamento. A matemática tem que ser feita antes para que o colorimetrista não se comprometa com um resultado que não vai conseguir chegar”, diz.

Para o educador, é fundamental saber colorimetria, tricologia, cosmetologia e química, além de fisiologia do fio. “Quando entendemos, nos comprometemos com aquilo que dá para fazer e o que deve ser direcionado a um médico ou um terapeuta capilar. O profissional deve saber ler rótulos, entender por meio das composições químicas e ativos que tipo de resultado o produto entrega”, finaliza.

Marketing pessoal
Depois de ter conhecimento e experiência, é fundamental divulgar os trabalhos nas redes sociais para se destacar na colorimetria. “Hoje, a rede social é o meu maior chamado, que me traz clientes de todo o Brasil e do mundo. Já atendi pessoas da Espanha, Itália, Estados Unidos e Austrália por conta dos posts. Então são as redes sociais que te conectam com o universo sem dimensão. Você consegue desenvolver seu trabalho, mostrar um pouco sobre quem você é e qual sua essência. E isso tem ligação para a cliente. Ela consegue se conectar e isso é um ponto a mais para que faça o cabelo comigo no salão”, completa Brunna Fabricio.

Por Kátia Deutner
Imagens: iStock

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor, digite seu nome aqui
Por favor digite seu comentário!