Micropigmentação capilar: tecnologia à favor da autoestima

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Com o avanço da técnica, hoje é possível conferir um aspecto natural ao couro cabeludo. Saiba como melhorar o atendimento e ajudar seu cliente!


A queda de cabelo tem impacto expressivo na aparência e pode trazer consequências em relação a autoestima e a socialização. Segundo a Sociedade Brasileira para Estudo do Cabelo (SBEC), a calvície atinge 42 milhões de brasileiros e a taxa é mais alta para os homens na faixa dos 20 e 30 anos de idade; desses, 10% serão afetados pelo problema. É comprovado que a calvície tem maior incidência em pessoas do sexo masculino, mas eles não são os únicos que enfrentam o problema. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) revelou que, 30% de todas as mulheres do mundo sofrerão com queda de cabelo ou algum problema relacionado a calvície após os 50 anos de idade.

Foto: ShutterStock

Entre as causas mais comuns estão as alopecias: a androgenética, causada por fatores hereditários; e a areata, uma doença inflamatória que provoca queda, muitas vezes associada ao alto nível de estresse. Para as mulheres, produtos químicos, alisamentos e progressivas também são motivos que causam o problema.

Para quem sofre com a calvície, uma das saídas é o uso de bonés e gorros, porém o dermopigmentador André Carbone faz um alerta sobre os acessórios. “Eles abafam o cabelo e tornam a pele mais fina, criando fungos e bactérias, dificultando ainda mais o nascimento dos fios”, afirma. Segundo ele, a questão genética não pode ser controlada, mas é possível desacelerar o processo aliado a medicamentos. Outras opções são o microagulhamento, que estimula o crescimento dos fios; e a micropigmentação capilar. Em alguns casos, essa última técnica até promove o crescimento dos cabelos novamente por conta do estímulo causado no couro cabeludo.

Se você está em busca de uma área de atuação que está em alta, a micropigmentação pode ser um caminho de sucesso. Confira alguns detalhes:

Foto: Arquivo Pessoal / André Carbone

Micropigmentação Capilar Realista
O procedimento, que começou na Europa, veio para o Brasil com técnicas parecidas com a micropigmentação de outras partes do corpo, como a sobrancelha, que utiliza o dermógrafo e pigmentos orgânicos para criar os famosos pontinhos.
Hoje, mais avançada, a técnica realista utiliza diferentes espessura de agulhas e André explica que, por conta dos avanços, o procedimento ficou mais natural. “Eu consigo unir diversas agulhas, o que dá um aspecto de crescimento capilar. Crio fios mais finos e grossos que dão impressão de cabelo mesmo”, comenta.

O processo
Se a ideia é investir na área, é preciso saber que cada sessão dura em torno de duas horas e são necessárias três para que o processo seja concluído, explica André. Por ser uma tatuagem paramédica é feita somente na primeira camada da pele, ou seja, o trabalho pode clarear com o tempo, durando entre um a seis anos, dependendo da pele do paciente. Vale lembrar que em peles oleosas, o período é mais curto.

Foto: Arquivo Pessoal / André Carbone

Contraindicações
O profissional ressalta a importância de conhecer o paciente antes e não indica o procedimento para quem tem marca-passo, diabetes não controlada e alergias a algumas substâncias. Segundo ele, é necessário fazer um teste antes de começar. “Eu faço atrás da orelha, no couro cabeludo mesmo, para ver se dá alguma reação alérgica. Como o pigmento é orgânico, não há tantos riscos como antes, em que tínhamos muito chumbo na tinta”, afirma.

Cuidados pós-procedimento
Para ter certeza de que seu paciente terá um pós-procedimento seguro é necessário orientar bem seu cliente. Explicar, por exemplo, que é preciso evitar tomar sol direto na área, regular a alimentação, diminuir o consumo de chocolates e alimentos gordurosos, e lavar a cabeça somente 12 horas depois do procedimento é essencial. Este último é necessário para garantir que os poros estejam fechados e o pigmento tenha sido absorvido pela pele.

Foto: Arquivo Pessoal / André Carbone

Apresentado as vantagens
Uma das vantagens da micropigmentação em relação ao implante capilar é o preço inferior. André comenta também sobre a rapidez do resultado, que é imediato e pode ser visto a partir da primeira sessão. A técnica não deixa cicatrizes e não há cortes, ou seja, não é invasiva.

Além do aspecto visível, a calvície altera a autoestima e interfere nas relações pessoais. O dermopigmentador reafirma a importância de ser um procedimento que necessita de seriedade e conhecimento na hora da aplicação. “Tenho resultados de pessoas que mudaram de vida por conta disso, que hoje viajam mais, vão à praia, saem mais com os filhos. Muda tudo”, reforça sobre a responsabilidade do profissional de micropigmentação.

Implante e micropigmentação juntos
Para André, unir duas técnicas pode garantir mais resultados ao paciente. Você pode até fazer uma parceria com um cirurgião plástico. “No implante, por mais sessões que se faça, ele não consegue fechar o cabelo no todo para dar aquele volume como o original, sempre ficam falhas. E a micro entra como um preenchimento no couro, pode esconder o aspecto branco e tampar as cicatrizes do implante”, explica.

Foto: Arquivo Pessoal / André Carbone

Área de trabalho
Para o mercado de trabalho, o dermopigmentador ressalta a importância de ter um portfólio e explorar as fotos e as indicações dos pacientes que já passaram por você para divulgar seu trabalho. O mercado de pigmentação está em alta, por isso a atualização é sempre necessária. Workshops, congressos e cursos são indispensáveis para obter mais conhecimento.

Conhecer técnicas, como o Visagismo, também enriquecem o know-how. “Se ele é visagista, ele está 100% acima dos outros, porque ele vai ter noção de linha, de rosto, de frontal; o que fica melhor no tipo de rosto de cada paciente”, afirmou André.
Outro ponto importante, segundo ele, é conhecer a micropigmentação de outras áreas para garantir excelência na técnica.

 

Por Isabela Lessak

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