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Maquiadora Marietta Carter-Narcisse ministra primeiro curso no Brasil

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[vc_row][vc_column][vc_empty_space][vc_gallery interval=”3″ images=”24814,24813,24812,24811,24810,24809,24808″ img_size=”350X350″][vc_empty_space][vc_column_text]Com as unhas nas cores da nossa bandeira e uma simpatia bem familiar, a maquiadora Marietta Carter-Narcisse desembarcou no Brasil para ministrar seu primeiro masterclass no país. A Avon foi a responsável por trazer a profissional para realizar ações com os vencedores do Prêmio Avon de Maquiagem. Para aproveitar a oportunidade, a marca organizou um Masterclass com Marietta para uma seleção de experts brasileiros. “Um make up artist entende a complexidade dos detalhes da pele e suas cores”, declarou.

Com um currículo invejável, Marietta Carter-Narcisse assinou mais de 30 produções de Hollywood, dentre elas se destacam os filmes Jackie Brown, Ghost – Do Outro Lado da Vida, Malcom X, Os Donos da Rua e Whitney. Ela também é requisitada por atores e atrizes como Angela Basset, Samuel L. Jackson e Denzel Washington; e trabalhou com celebridades como Cindy Crawford, Whitney Houston, Janet Jackson e Tina Turner. Um dos principais feitos da sua carreira foi quebrar paradigmas como Membro do Comitê Executivo da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Marietta foi a primeira maquiadora negra votante no Oscar e a única durante 20 anos.

A Beauty Fair bateu um papo descontraído com a maquiadora sobre sua promissora carreira e sobre como ela encara o concorrido mercado da maquiagem. Acompanhe!

 

Como a maquiagem entrou na sua vida?
Eu nasci em Barbados, uma pequena ilha do Caribe. Quando minha grande família se mudou para os Estados Unidos, meu pai não tinha dinheiro para nos dar tudo o que gostaria. Meu pai me dizia que se eu quisesse roupas novas eu mesma teria que fazer, então, aos 13 anos eu produzia as minhas roupas e dos meus irmãos e, com o tempo fui fazendo para fora e acabou virando meu ganha pão. Copiava looks das revistas, mas nunca me limitava às roupas, eu tinha um olhar do look total, incluindo a maquiagem. Foi onde fui treinando meu olhar. Nessa época eu costurava porque precisava, maquiava porque queria. Foi de maneira despretensiosa que a maquiagem entrou na minha vida. Fui nas páginas amarelas, pois antigamente não havia Google e por um acaso fui atrás de cursos de maquiagem e me matriculei em um que cabia no meu orçamento de costureira e me aventurei. Aprendi a fazer penteados e o curso me ajudou muito, pois eu fazia também vestidos de noiva. Minha vida mudou nesse período.

 

Como foi o seu caminho profissional até Hollywood?
Eu fazia alguns trabalhos de maquiagem e organizava o guarda-roupa dela da Natalie Cole. Um dia estava no cinema, sozinha, vendo um filme da Natalie depois de uma noite desgastante. Quando o filme acabou e eu vi os créditos subindo na tela, me veio o estalo: “é isso que eu quero. Quero ver meu nome assim, rolando na tela”. Decidi parar de fazer mil coisas e me tornar realmente boa em uma só: cinema. Então, fui estudar maquiagem para filmes. Busquei conhecimento nessa área e estudei muito para estar entre os grandes. O esforço trouxe os frutos com a oportunidade de assumir os departamentos de maquiagem de grandes produções e ganhando a confiança de grandes nomes do cinema.

 

Você quebrou paradigmas sendo a única mulher negra a votar no Oscar. Você sofreu muito preconceito?
Quando fui contratada para produzir a Priscila Presley para um filme, a assistente de produção olhou meu currículo e achou que eu só fazia maquiagem para negros. Eu tive que lutar muito na vida para provar que sou uma artista completa, que maquia todo tipo de pessoas. Não é uma luta que vai desaparecer, as pessoas tendem a ver a cor da pele antes de ver o que a pessoa tem dentro de si. Já passei muito por uma situação que as pessoas tendem a dizer que não é preconceito, mas é. Sempre alguém chegava em mim durante o trabalho, normalmente brancos, dizendo que não imaginavam que eu era negra, ou que tinham outra imagem de mim quando leram meu currículo. Isso não é nada que me afete muito, porque o problema é da outra pessoa, não meu. Foco na honra de estar aqui no Brasil, viajar o mundo e estar diante de vocês da imprensa e de maquiadores maravilhosos devido ao reconhecimento e valorização do meu trabalho. Isso me faz me sentir muito especial.

 

Qual o maior desafio da maquiagem de cinema?
Sem dúvidas, fazer uma produção durar muito tempo e em mudanças climáticas extremas e ainda deixar a pessoa com cara de quem está vivo. O meu truque é suavizar os produtos, tanto base quanto o pó com o auxilio de uma esponja para deixar o acabamento bem natural. Camadas sempre finas e não pesar a mão em nada. Só coloca onde precisa o produto, não precisa ser no rosto todo. A minha filosofia é que cada pessoa precisa de uma maquiagem diferente, e para que você vai colocar base em uma pessoa que não precisa?

 

O que inspira seu trabalho?
Muitas coisas. Vivo no Sul da Flórida, amo o calor, o sol, a natureza, os bichos, as cores naturais que vejo numa borboleta ou em algum animal exótico que passa pelo meu quintal. Estou sempre pegando fotos de maquiagens, de texturas de tecidos, de animais. Guardo tudo nos meus arquivos. Nunca me canso de ver cores e texturas.

 

Como você incorpora as tendências no seu trabalho?
Não perco uma transmissão na TV de premiações ou grandes eventos que mostrem maquiagem e cabelo. Estou sempre navegando pela Internet, sempre vendo sites de beleza. E toda vez que vou ao mercado, compro revistas. Estou sempre olhando alguma coisa. Quando você é uma pessoa criativa, você é sempre um curioso. Também me inspiro muito nos meus alunos, alguns são muito talentosos. Mas algumas tendências são bem estranhas. Como profissional não posso me limitar a internet. Os influenciadores não tem clientes reais e ensinam o que querem. Eu me entristeço em ver maquiadores carimbando o mesmo trabalho em todo mundo. As pessoas chegam nos meus cursos querendo copiar maquiagens, quero que as pessoas pensem. Alguns alunos não conseguem saber a diferente de um efeito criado, de algo natural e isso é triste.

 

Então do que é feito um bom maquiador?
Um bom maquiador é feito da capacidade de atenção aos detalhes e de valorizar cada indivíduo. As mulheres não precisam ter cara de drag queen. Esses efeitos mudam radicalmente o rosto e estão tão intrínsecos no nosso dia a dia que ninguem mais sabe a diferença. Eu acredito muito na individualidade e na valorização da beleza natural da pessoa.

 

Qual é sua principal recomendação para quem já atua como profissional da maquiagem?
Para quem já está trabalhando: mantenha-se atualizado. É muito importante se manter informado, participar de feiras e eventos do mercado. Conheça todas as tecnologias. Isso significa ir a uma loja de artigos eletrônicos para ver os últimos lançamentos do mercado e, num set de filmagem, aprender o máximo possível sobre as câmeras, a iluminação que está sendo usada e porquê. Faça perguntas! Teste diferentes produtos e todos os lançamentos de maquiagem. Pegue nas mãos, sinta a textura, veja se gosta ou não. E entenda que o básico nunca sai de moda. E se o maquiador não tiver dentro de si as técnicas corretas, ele nunca vai evoluir o suficiente para poder brincar com a tendência do momento sem se perder nas modinhas.

 

E para quem quer ingressar na carreira, qual é o seu conselho?
Deixe um pouco de lado YouTube e Instagram e comece a ser objetivo em relação ao que você quer. Aprenda a decifrar o que é uma boa maquiagem e o que é uma maquiagem ruim. Aprenda a diferença entre uma foto muito retocada e tratada de uma que não é. Maquiagem ruim, mesmo depois de receber tratamento, continua sendo uma maquiagem ruim. Desenvolva visão crítica e olhar objetivo.  Decida se maquiagem é algo que você verdadeiramente ama, ou se você só quer brincar de ser maquiador. Se quer brincar, maquiagem é seu hobby, não sua profissão. Entenda que os dias serão longos e os impostos serão muitos. Nem tudo é o “glamour” que você vê na televisão. Para ser bem sucedido numa indústria tão competitiva, precisa trabalhar duro, se dedicar e ter determinação. E, acima de tudo, você deve ter noção de negócios e desenvolver essa perspicácia.

 

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