Manicura Russa: vantagem para clientes e profissionais

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Também chamado de cutilagem a seco, essa técnica pode te ajudar a elevar seu nível como profissional. Entenda porquê!


A Rússia é conhecida no mundo todo por alguns aspectos, como belas mulheres e a qualidade de sua vodka. Mas, nos últimos tempos, o País tem se destacado na beleza e, principalmente, no setor de manicure.

Quem nos acompanha – e segue as tendências mundiais – sabe que um dos assuntos do momento é a Manicure Russa. No entanto, a técnica surgiu há muito tempo, na década de 1950, e se trata de um método de remoção de cutícula a seco, onde o alicate não é utilizado. “Para o profissional, o benefício desse trabalho é a velocidade e limpeza e o custo-benefício que pode girar em torno de 40% a mais com relação à técnica convencional. Utilizando o passo a passo correto, é possível realizar o trabalho completo em cerca de 20 minutos. Já as clientes terão uma cutilagem perfeita e muito mais saudável do que na manicure clássica feita no Brasil com alicates”, diz Fernanda Liciotti, pioneira na técnica de Manicura Russa no Brasil, além de ser a única instrutora e formadora na América Latina do sistema N.O.B.E.L by Viktoriia Klopotova e formato PIPE.

Ela diz ainda que a técnica, também conhecida como Cuticulagem Russa, pode ser uma boa opção quando se fala em segurança. “Utilizando brocas e uma tesoura específica, a técnica russa diminui consideravelmente o risco de cortes, além de resultar em um trabalho sem fissuras e maior durabilidade”, reforça a expert, que atua no Brasil como embaixadora do sistema russo de ensino.

Identificando perfis
Fernanda explica que a manicura russa faz uma combinação de técnicas de acordo com dois tipos de perfis de unhas: secas (cutículas finas e ressecadas) e molhadas (cutículas grossas). “O passo a passo do trabalho vai depender do perfil de unha da cliente. Normalmente, em clientes de cutículas finas e secas, realizamos todo o protocolo utilizando apenas brocas. Cutículas muito úmidas e grossas podem ser feitas apenas com a tesoura, mas cada caso é um caso e é muito comum também utilizarmos técnicas combinadas, onde descolamos ou levantamos a cutícula da base com o auxílio das brocas e realizamos o corte com a tesoura”.

Tesoura X Alicate
Há um ano executando a técnica russa no Brasil, Tatiana Soares, representante oficial e educadora da marca Cuccio e fundadora do Ateliê Nail Design, em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, fala das vantagens de um trabalho sem alicate. “O motor e a tesoura não agridem a pele e não tiram cutícula além do necessário. O profissional consegue remover a cutícula sem causar dano ao eponíquio. Quando agredimos essa parte da unha, o corpo entende como uma agressão e responde produzindo cada vez mais cutícula”, afirma.

Tatiana sugere ainda que os profissionais façam a troca de técnica e ganhem a confiança das clientes aos poucos. “A maioria das clientes não tem interesse na técnica por conta do valor. A minha dica é que a profissional capacitada faça técnicas combinadas com tesouras, brocas e alicates. Não tire o alicate de uma vez. Vá mostrando o resultado na unha e deixe a cliente ver o beneficio e, aos poucos, tire o alicate”, orienta a educadora que garante que, dessa forma, a clientela passa a aderir à Manicure Russa sem perceber e passam a valorizar o trabalho sem forçar.

Invista na técnica
Ainda segundo Tatiana, novas técnicas podem impulsionar o mercado brasileiro por promover busca por conhecimento entre as profissionais da área. “Por muito tempo, a manicure era vista como ‘quebra galho’ e ‘segura cliente’ em um salão. A classe não se formava, era sempre uma profissão temporária até a pessoa conseguir uma colocação melhor no mercado de trabalho e, por isso, ninguém nos valorizava. Mas o cenário está mudando; as profissionais começaram a entender que dá para ganhar muito dinheiro fazendo unha – até mais do que muitos cabeleireiros –, que temos uma profissão linda e que precisamos, sim, de formação. E a técnica russa vem para dar um gás na educação e na carreira das manicures”, reforça.

Ela que está há 17 anos no mercado, trabalha há um ano com a técnica e já sentiu a diferença em sua carreira. “O estudo da técnica faz a profissional dominar a anatomia da unha e é diferente de todos os cursos que temos no Brasil. E não é só fazer a unha, ela te coloca em um mercado premium, trabalha a postura da profissional e o resultado do trabalho fideliza bem mais. É saúde para a cliente e para a manicure. Isso gera confiança e credibilidade. Eu acredito que, em bem pouco tempo, a técnica supere a manicura comum. Não acredito que vá extinguir, mas pode superar na preferência das clientes. Eu estou muito satisfeita com esse novo serviço. É complicado mudar uma cultura de trabalho, afinal o novo assusta, mas eu e minha equipe só tivemos benefícios. O meu desejo é que, cada vez mais, as profissionais busquem conhecimento para deixarmos de ser ‘quebra-galhos’ da beleza”, finalizou.

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Por Janaína Alves
Fotos: Divulgação / iStock

 

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