Evite foliculite nos processos depilatórios

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Saiba como alguns cuidados podem fazer a diferença no atendimento e leve mais bem-estar aos seus clientes


Causada por uma inflamação, a foliculite acomete o folículo peloso e pode ser adquirida por fungos, vírus, bactérias e outros parasitas. A forma mais comum, segundo a esteticista Letícia Valim, é a bacteriana, que se dá através de uma bactéria chamada Staphylococcus aureus, popularmente conhecida como estafilococos. Presente na pele, a bactéria faz parte da flora cutânea e se manifesta em quedas de imunidade, cortes ou feridas.

Após a depilação, algumas clientes podem se queixar de uma ou outra área “cheia de bolinhas” e isso acontece porque a pele fica mais exposta ao atrito dando brechas para a inflamação. E, mesmo não sendo possível prevenir a foliculite, durante a depilação é possível ter alguns cuidados para minimizar seus efeitos.

Entre os alertas estão a assepsia e os cuidados com o material utilizado. Dessa forma, o profissional tem a certeza de que os itens estão esterilizados e não carregam o parasita. “É de extrema importância observar nosso material diário, desde uma cera – que tenha registro na ANVISA –, até mesmo nos certificarmos de que todo material de uso descartável é, realmente, usado com essa finalidade”, reforça a depiladora Luana Batista. Outro ponto que ela destaca é a avaliação da pele e dos hábitos de vida do cliente para ser possível realizar uma orientação pré e pós-depilatório.

Embora não seja o depilador o profissional responsável por tratar a foliculite, é imprescindível que ele não deixe de lado a biossegurança, que oriente o cliente para, dessa forma, reduzir o número de casos de foliculite. “Não tem como dar garantia de que ela não vai acontecer porque existem vários tipos da doença. Mas, se for recorrente, é preciso ajuda médica”, reforça Letícia.

Verão e depilação
Os casos da doença aumentam relativamente no verão e há um motivo para isso. Letícia explica que por conta da sudorese e da dilatação dos vasos, a pele fica mais suscetível a entrada dos microorganismos e da formação da infecção. “Outro caso é de pessoas que querem manter a depilação em dia, fazendo-a com mais frequência e aumentando ainda mais os casos pela exposição da pele”, diz. Nestes casos, segundo ela, é imprescindível redobrar os cuidados sugeridos.

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Por Isabela Lessak
Fotos: iStock Photo

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