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Estudar a clientela pode resultar em bons negócios. Fique atento!

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Quando você sabe o que seu público quer, fica mais fácil criar serviços que atendam sua necessidade e, assim, manter e conquistar novos clientes. Veja alguns cases e inspire-se!

Make para olhos é um dos serviços oferecidos na Casa 542, em Recife

São muitos os detalhes que fazem de uma pessoa um bom gestor de salão de beleza. Ter a capacidade de se antecipar a problemas, saber liderar um time e ter criatividade são alguns dos pontos-chave da profissão.

E foi com um olhar voltado para a necessidade dos clientes que Cristina Sá, sócia-proprietária do salão Casa 542, localizado em Recife (PE), enxergou uma oportunidade para se destacar em um mercado cada vez mais competitivo. No salão, ela oferece, além dos procedimentos comuns a espaços tradicionais, o serviço de make para olhos. “A ideia foi pensada na cliente que não precisa da maquiagem completa, seja porque vai a uma entrevista de emprego, onde quer estar bem, mas não pode parecer que vai a uma festa, ou porque sairá para um evento mais informal, mas não abre mão de estar linda e com uma boa maquiagem”, explica.

No Berlin Hair, em São Paulo (SP), também foi a demanda que fez com que o espaço criasse um serviço diferente: o corte sem gênero. “Trabalhamos com uma carteira de clientes bem alternativa. Se trata de um público politizado, muito observador e que vinha questionando a diferença na tabela de preço de cortes, por isso, reunimos toda a equipe para refletir sobre o tema. Deixamos os profissionais pensarem por alguns dias até que, eles entenderam que levavam praticamente o mesmo tempo para realizar cortes em cabelos diferentes”, Maria Rita Pimenta, sócia-proprietária e gestora do espaço.


Concepção, implantação e retorno
Cristina disse que, ao criar o serviço, o receio principal foi enfraquecer a maquiagem completa, já que a novidade custa menos – cerca de 40% em relação à make completa – e o resultado é igualmente bom. “Algumas clientes já chegam com a pele pronta, já outras gostam da pele natural e nesse caso promovemos a higienização da pele. O make para olhos conta também com a correção das sobrancelhas e das olheiras”, explica a sócia-proprietária da Casa 542 que revela que cerca de 10% das clientes que procuram por maquiagem optam por esse serviço.

No caso do corte sem gênero, Maria Rita comenta que além de fidelizar, o serviço resultou em  novos clientes. “O preço padrão é um atrativo muito forte, mas o que mantém o cliente fiel é a excelência no atendimento. Disso não abrimos mão. O profissional tem o tempo médio de 30 minutos para atender, mas é uma média que vai de acordo com a necessidade do cliente”, reforça.

Corte sem gênero: no Berlin Hair, o valor é o mesmo independentemente do gênero

Atenção à equipe
Se pensarmos em um trabalho completo de um maquiador, a make para olhos não poderia atrapalhar o serviço do profissional? Segundo Cristina, não. “No início, ocorreu uma certa resistência dos maquiadores, pois temiam que o trabalho deles ficasse comprometido, já que não interferem na pele e batom das clientes. Conforme o serviço foi sendo oferecido, todos perceberam que a qualidade não foi alterada e, no final todos saem felizes”, diz ela.

No Berlin Hair, o cuidado com o time também foi levado em conta. “Claro que, no início, toda mudança causa algum receio. Incluímos o serviço na cartela em março deste ano. A resposta foi muito positiva e todos amaram. Prestamos um serviço mais democrático”, afirma Maria Rita.

Para anotar e colocar em prática!
Ambas as gestoras acreditam que ficar atento aos clientes que frequentam o espaço é a resposta-chave. “Nossa sugestão é que o gestor pense nos vários perfis de seu cliente e pense em como adaptar os serviços já oferecidos para contemplar o maior número de pessoas. Além disso, é imprescindível conversar com seus parceiros para que as ideias surjam e agradem tanto o profissional quanto a clientela”, sugere Cristina, da Casa 542.

Acreditar no seu negócio e fortalecer o próprio time também é sinônimo de bons negócios, diz Maria Rita. “O público pediu, a equipe discutiu e realizamos juntos. Incluir a equipe nas decisões é outra coisa muito importante. Não adianta o gestor definir ações que apenas favorecem a liderança. Tem que ser bom e fazer sentido para todos. O projeto só aconteceu, porque minha equipe aderiu”, resume.

Por Fabíola de Freitas e Janaína Alves
Fotos: iStock

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