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Beauty Fair 2018: Depilação para diabéticos: todo cuidado é essencial

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São 600 milhões de diabéticos no mundo e, até 2015, eles já somavam 12 milhões no Brasil, com projeção de chegar a 20 milhões em 2040. Os números são altos e essas pessoas, que apresentam pele sensível, podem ser submetidas à depilação, desde que se utilize o procedimento correto.

A expert em biossegurança, depiladora e curadora do Congresso de Depilação Daniela Pontes levou ao palco da 8ª edição do evento Kennedy Ramos, professor de Biologia, para falar sobre diabetes. Ele explicou a diferença entre Diabetes Mellitus, em que a pessoa tem elevadas taxas de glicose no sangue, e Diabetes Insípidus, que apresenta perda excessiva de água na urina.

A Mellitus pode ser do tipo I, fazendo com que a pessoa não produza insulina, e do tipo II, em que há insulina, mas ela não é absorvida. Esse último tipo representa cerca de 90% dos casos. Segundo o professor Kennedy, a Diabetes Mellitus Tipo I é uma doença autoimune diagnosticada na infância, não está associada ao excesso de peso e o portador necessita de injeções de insulina. Já a Tipo II surge geralmente em pessoas com mais de 30 anos, tem resistência à insulina, está associada ao excesso de peso mesmo com fatores genéticos e, dependendo do caso, podem ser usados medicamentos para controlá-la.

Mas quais as consequências da Diabetes para a pele e o que isso tem a ver com a depilação? Kennedy explicou que a doença deixa a pele mais fina, menos elástica, com dermatites, sem irrigação eficiente, com cicatrização lenta, perda de sensibilidade, compromete a imunidade, traz complicações nos pés e acantose, que são manchas escuras formadas por substâncias que o organismo produz para compensar. “Nos vasos e artérias, muita glicose pode se transformar em problema, pois esse acúmulo não deixa o sangue chegar às células, que começam a morrer. A pele fica mais fina e ressecada. O organismo tenta eliminar essa glicose com a urina frequente, mas acaba eliminando água, células e substâncias importantes para a cicatrização. Os nervos periféricos são os mais afetados e há falta de sensibilidade nas extremidades do corpo”, disse.

Apesar de todo esse quadro que inspira mais cuidados, o diabético pode ser depilado, desde que seja com o procedimento certo e a depiladora precisa saber como ajudar. A esteticista, depiladora, formanda em Biomedicina e docente do curso de estética, Luana Batista, ressaltou que há muitos cosméticos para ajudar nesse procedimento. “São produtos de efeito sedativo, ceras de baixa fusão, emolientes com ação hidratante, que aderem mais no pelo do que na pele. É uma questão de adaptação”, disse.

Na demonstração prática, feita em axila, após a assepsia Luana fez um pré-depilatório com óleo essencial de cravo e outros componentes que ajudam na analgesia. Ela usou cera elástica, que adere mais ao pelo e menos à pele, e fez o máximo de duas aplicações. No pós-depilatório, usou óleo e gel, mas explicou que essa ordem vai depender de uma avaliação sobre a necessidade de acalmar ou refrescar a pele.

Para a demonstração realizada em uma das pernas da modelo, após a assepsia foi utilizada uma cera roll-on, que é mais fina e tem menor concentração de corantes. Luana explicou que a cera deve ser aplicada em camadas finas e não pode ser reutilizada para evitar ferimentos. Em outra perna Luana demonstrou como depilar utilizando uma cera mais suave, com quantidade individualizada e espátula com plástico. No pós-depilatório, ela utilizou óleo por conta de a área ser mais ressecada. “O atendimento deve ser individualizado, com produtos adequados para melhor eficiência, sempre buscando evitar danos”, alertou a especialista.

 

Por Lana de Paula

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