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Beauty Fair 2018: De olho nos pelos e na pele

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Cuidados básicos de higiene, procedimentos e anamnese ajudam a evitar problemas no pós-depilatório


Durante o Congresso de Depilação, Silmara Hoepers esteve presente para falar sobre as intercorrências estéticas pós-depilatórias. Silmara é mestre em Ciências Farmacêuticas, professora do curso superior de Tecnologia em Estética e Cosmética e especialista em dermopigmentação, visagismo, maquiagem e embelezamento dos anexos cutâneos. Ou seja, tem bastante know-how e foi convidada pela Beauty fair para compartilhar seus conhecimentos com outros profissionais da área.

Segundo ela, é imprescindível que o profissional conheça e compreenda as intercorrências, assim como os procedimentos característicos que deve executar para prevenir ou minimizar essas questões. “Precisamos entender de pelo e pele e, muitas vezes, manter parcerias com dermatologista, esteticista e biomédico”, afirmou.

Silmara também explicou que o pelo é um anexo da pele e têm funções protetora, térmica e sensorial. Para cada região do corpo o pelo tem um tempo de ciclo de crescimento diferente e em alguns casos não pode ser retirado em excesso. “No nariz, por exemplo, é importante saber que não se deve remover muito os pelos, pois ali ele funciona como filtros do ar. Outra tendência é a de se retirar totalmente os pelo pubianos, mas os médicos orientam a deixar um pouco para proteção”, alerta.

Na verdade, segundo a palestrante, o pelo não foi feito para ser depilado e essa ação o enfraquece cada vez mais. Tanto que os das sobrancelhas, por exemplo, não reaparecem após muitas retiradas. O processo é simples: todo pelo é conectado a um vaso sanguíneo. Ao puxá-lo acontece um trauma e a tendência é que vá enfraquecendo. Cortar com a lâmina, por exemplo, preserva a parte mais grossa do pelo e mantém sua saúde e consequente crescimento.

Pele, pele, pele
Silmara ainda explicou que a pele é uma barreira protetora do organismo contra agentes externos, que absorve a luz ultravioleta; absorve e segrega líquidos; promove o equilíbrio de temperatura e a sensação tátil. A pele também conta com estruturas de colágeno e elastina, compostas em sua maioria por fibras de proteína flexíveis que permitem que a pele se estique e contraia quando necessário. Essas fibras são enfraquecidas por fatores como idade, falta da umidade, dano ambiental e mudanças frequentes de peso. “Se não cuidarmos da higiene e do produto que usamos na depilação podemos prejudicar a pele e interferir no pós-depilatório. Não estamos mais na época de cuidar simplesmente do pelo, mas de toda a pele”, reforçou.

O resultado de uma boa depilação também vai depender do tipo de pele, dos hábitos de hidratação e de medicamentos ingeridos pela pessoa, que podem trazer mais sensibilidade à pele. A depilação pode trazer algumas alterações cutâneas, como desidratação, prurido, pequenas lesões com sangramento, eritema, descamação, pequenos processos inflamatórios e infecciosos, e hiperpigmentação. “Em muitos casos, não é a cera que causa irritação, mas como aquele organismo respondeu a ela. Por isso, uma anamnese, um questionário prévio, é importante para que a profissional conheça mais a pele com a qual vai trabalhar e as contraindicações para cada caso”.

Fuja do erro!
Entre os erros profissionais mais comuns, a especialista destacou queimaduras por alta temperatura da cera, hematomas por falta de tração da pele, lesões cutâneas por aplicação excessiva de cera na mesma região, pelos arrebentados por puxadas em direção errada e umidade na pele.

Por isso, Silmara chamou a atenção dos profissionais para a higienização, proteção da pele em contato com a cera, tração da pele para evitar hematomas e rompimento de pequenos vasos sanguíneos, hidratação e proteção cutânea. Para os cuidados pós-depilatórios, ela recomendou que oriente o cliente a evitar exposição solar por 48 horas, realizar hidratação diária da pele e uma esfoliação com cosméticos a cada 15 dias. “A expressão estar à flor da pele é muito comum e mostra como até o estresse pode causar alterações. Há cuidados básicos para que se evite as intercorrências, mas é sempre bom lembrar que cada cliente é único e cada momento pode ser diferente do anterior”, alertou os congressistas presentes.

Por Lana de Paula
Fotos: Monique Carvalho

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