Beauty Fair 2018: Micropigmentação areolar devolve autoestima às mulheres

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A professora espanhola Amparo Ortega fala sobre técnica feita em clientes que passaram por cirurgia após serem acometidas pelo câncer de mama

Técnica existente desde o final da década de 1990, a micropigmentação da aréola vem ganhando destaque nos últimos anos por causa do aumento do número de profissionais que se especializam na área. A professora espanhola Amparo Ortega ensinou, durante o SIMM’18 – São Paulo International Micropigmentation Meeting, um passo a passo para aprender o procedimento, que nada mais é do que um desenho da aréola em 3D, em uma área plana, feita com tinta acrílica ou caneta em um jogo de luzes.

“Mais do que apenas uma técnica, é algo que traz o lado humano e emocional à tona. Muitas mulheres que querem fazer o procedimento tiveram câncer de mama e, geralmente, possuem apenas próteses. Elas estão fragilizadas, passando por terapia. Temos que ser muito cuidadosas e fazer com que a paciente confie em nós”, disse Amparo.

O desenho, feito diretamente com uma caneta sobre o seio da paciente após a medição – a aréola tem entre 4 e 6 centímetros de diâmetro -, precisa ter a aprovação da mulher. “Geralmente é um momento complicado, porque elas não gostam de olhar no espelho, se sentem desconfortáveis. Mas, quando veem como vai ficar, se emocionam e perguntam: ‘Esse vai ser o resultado final?’. Dá uma satisfação muito grande”, conta a profissional.

Depois da aprovação, o profissional, com o uso de um dermógrafo, começa o trabalho de pigmentação trazendo à tona cores mais claras e escuras, de acordo com a pele, e reproduzindo também, se for o caso, as glândulas de Montgomery e linhas capilares. “É preciso muito cuidado porque é uma parte do corpo em que a pele está muito vascularizada, com cicatrizes. Após 45 a 60 dias do procedimento, é possível ver um resultado mais natural”, concluiu.

Por Laís Rissato

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