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Bate-papo: vida e planos de Anne Veck

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De origem francesa e com mais de 25 anos de carreira, Anne Veck desembarcou pela primeira vez no Brasil para participar da 13ª Beauty Fair.

Na programação da hairstylist, que é embaixadora de Revlon Professional, estavam dois cursos – teórico e Hands On –, além de um show no Beauty Collection.

Com seus cabelos laranja e muito bom humor, Anne recebeu a editora Fabíola de Freitas em meio a agitação da feira para um bate-papo superdescontraído. Confira!

 

Como você se tornou uma hairstylist?
Com 15, 16 anos de idade, passei por algumas situações familiares e tive que arrumar um emprego. Minha mãe era cabeleireira e estava procurando por um aprendiz. Eu não queria me tornar uma cabeleireira, mas eu gostei de primeira. Não é algo que eu sempre quis ser, mas gosto de dizer que foi por sorte.

Quando você começou, imaginou que estaria onde está agora, que seria inspiração para tantas pessoas?
Nunca pensei e ainda é estranho saber que as pessoas olham para mim como inspiração. Porque eu acho que, pra mim, sucesso é a caminhada e não o destino. A meu ver, ainda não estou lá. Sempre quero ser melhor, tenho objetivos.

O que te falta? O que você ainda precisa fazer?
Muito, muito, muito. Ultimamente no Reino Unido, o maior prêmio é o British Hairdresser of the Year e você precisa ser nomeado para participar. Então, eu gostaria de ser nomeada.

Mas você já ganhou alguns prêmios…
Eu já fui classificada em muitos, mas não ganhei tantos quanto as pessoas acham. (risos). Já ganhei o AIPP duas vezes e eu acho que é porque eu tenho estado bastante em cena as pessoas se acostumaram com o meu nome e acham que eu já ganhei mais, e tudo bem.

 

Você gosta de competir?
Sim, sou muito competitiva. Mas primeiro gosto de competir comigo mesma. Sempre gosto de fazer melhor do que as minhas últimas coleções. Sempre quero ser melhor.

O que passa pela sua cabeça ao ler críticas positivas sobre você?
Eu apenas penso que eles não devem estar falando de mim. Talvez da minha irmã. (risos)

De onde vem a sua inspiração?
Eu acho que hoje em dia, a gente explora para ter inspiração. As redes sociais, a internet, o Instagram, por exemplo, são muito bons para a inspiração. Tem alguns trabalhos de algumas pessoas que eu gosto, como o X-presion, na Espanha; e por causa das redes sociais eu posso acompanhar o que eles fazem. Gosto do trabalho da Petra (Mechurova) e vejo seus trabalhos em seu site, no Facebook. Acho que para ter inspiração agora é muito fácil, você tem o Pinterest, Instagram, YouTube…

Você acha que por causa dos vídeos na internet as pessoas acreditam que não precisam de workshops, seminários e cursos para aprender?
Sim, há isso, mas também há pessoas que vão a cursos. Eu sou uma das que aprendem muito pelo YouTube, mas depois de ver algo eu penso “ok, quero aprender mais” e aí procuro um curso.

Não é somente ver e replicar o que você está vendo…
Eu acho que a gente precisa de mais. A pior coisa que tem é quando uma pessoa acha que é brilhante e que não precisa de mais nada. Eu sinto que tenho tanta coisa pra aprender. O dia que eu achar que não tenho mais nada a aprender será o dia que eu vou parar de ser uma cabeleireira.

 

Mas você pensa nisso, em parar?
Não. Nunca. Não consigo nem pensar nisso.

O que vem por aí? Projetos, planos?
Como comentei, quero ser nomeada ao British Hairdresser of the Year e eu gostaria de vencer. Quero atingir um perfil internacional e fazer alguns shows pelo mundo.

É sua primeira vez no Brasil?
Sim e provavelmente a terceira vez que faço um show fora, fui à Austrália, China e eu realmente gostei disso. Acho que ser cabeleireira é divertido, as pessoas são doidas em todo lugar, são animadas sobre cabelo.

E o que você sabe sobre cabeleireiros daqui ou mulheres brasileiras?
Bem, sobre as mulheres, acho que são muito glamourosas, com cabelos compridos, sempre bonitos. Se você vai a uma feira de beleza britânica, você vê muitos cortes de cabelo, raspados, e eu não vi nada disso até agora, andando por aí (na feira) ou até mesmo nas ruas. O que se vê é mais beleza glamourosa. Fiquei muito impressionada com um salão que visitamos ontem. Nunca tinha visto nada daquela proporção, era gigante, três andares. Era incrivelmente profissional, limpo.

Lendo seu site, achei interessante que vocês mencionam que se a pessoa tem cabelos compridos elas são amadas também…
Isso é porque no Reino Unido as mulheres com cabelos compridos têm medo dos cabeleireiros. Acham que iremos cortar seu cabelo todo. E quem tem cabelo comprido não precisa ir ao salão com frequência, mas ainda precisa ir para fazer uma manutenção.

 

Entre ensinar e atender clientes no salão, você tem alguma preferência?
Eu amo meu trabalho no momento porque minha rotina é bem variada. Enquanto embaixadora da Revlon, eu represento a marca e algumas vezes eles me pedem para lançar algum produto e eu gosto disso; se estou ensinando, quando o faço e durante a preparação, sinto que estou progredindo porque estou sempre querendo que as pessoas não percam tempo nem dinheiro ao vir para me ver, então quero ter certeza. Gosto muito de ensinar. Não sou muito paciente no geral, se a pessoa não entender logo isso vai me irritar, mas gosto disso. (risos)

Então para participar de um dos seus cursos a pessoa precisa ter um nível intermediário?
Eu ensino iniciantes, intermediários… e surpreendo a mim mesma porque eu não achava que poderia ensinar iniciantes até começar.

Você é francesa e vive no Reino Unido. Alguma razão?
Amor. Eu casei com um inglês e me mudei pra lá.

E dá para fazer algum comparativo entre a França e o Reino Unido em termos de cabelos?
Eu nunca trabalhei na França, então é difícil. Mas trabalhei para uma empresa francesa que produz livros sobre cabelos que são vendidos para salões e uma das pessoas com quem trabalhei dizia que gostava de mim porque meu trabalho é bem britânico, definido. Quando eu olho meu trabalho e faço uma comparação com outros, como Vidal Sasoon, acho que sou bem leve, não faço um estilo mais duro. Acho que estou bem no meio, meu trabalho ainda é bem francês no sentido de o francês – provavelmente é parecido com o brasileiro – mais glamouroso, chique, clássico. Eu amo isso. Mas às vezes acho que parece sempre o mesmo e aí é preciso ser um pouco mais definido.

O que é tendência hoje?
Cor. Cores fortes como essa (mostrando seus cabelos laranja), balayage extrema. Acho que o Instagram ajuda, mas também torna difícil por causa de expectativas irreais e também acho que em alguns salões os cabeleireiros perderam sua confiança porque eles tentam recriar o que veem, mas não conseguem. Ou, por exemplo, temos vários clientes asiáticos e querem algo, mas ainda assim que seja natural e não acontece. Temos que educar os clientes para ter certeza que você está colocando a expectativa dele em um nível real.

 

Você costuma dizer se algo não ficará bem ou não dará certo com aquela pessoa?
Sim. Sou muito transparente. Eu falo ‘se eu fizer isso com seu cabelo, vou deixá-lo quebrado’. Claro que não falo assim, mas explico que vou comprometer a integridade do fio. Precisamos ser sinceros: vai ficar danificado e vamos precisar cortar. As pessoas ouvem apenas o que querem.

Como é criar uma nova técnica?
Uma nova técnica que nunca foi vista antes é difícil. Eu sou uma amante de imagens; eu as coleto, tenho Pinterest, estou sempre no Instagram e, ás vezes, ter uma ideia, que eu acho que estou sendo muito inteligente e aí eu percebo que, semanas ou meses depois, volto para as imagens e vejo que estou vendo o mesmo de antes. Eu tento não copiar, mas é impossível não ser influenciado pelo o que você vê.

E como é dividir seus conhecimentos com as pessoas?
Eu amo compartilhar e se as pessoas me copiam, me deixa extremamente lisonjeada porque significa que é bom. Eu acho que dividir é progredir. Não sou o tipo de pessoa que não compartilha, talvez não a última coleção, mas… Quando eu ensino, as pessoas replicam, mas geralmente de forma diferente e eu aprendo com o que eles aprendem. Eu ensino, mas aprendo também.

E quanto a seus shows; o que você mostra é algo que a pessoa pode usar na “vida real”?
Eu mostro duas coisas: algumas são um pouco extremas, mas outras são utilizáveis no salão. Quando eu vou a um show e vejo apenas coisas doidas, eu me sinto um pouco desapontada. Ok, isso funciona bem, mas não posso fazer no salão.

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