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Conheça o guru da barbearia e influenciador digital Mikey Henger

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O barbeiro americano Mikey Henger aterrissou recentemente em terras brasileiras, a convite da Redken, para uma semana de atividades que incluiu palestra-show no Barber Week, em São Paulo, e encontro com jornalistas no Rio de Janeiro, com presença do Portal Beauty Fair.


Foto: arquivo pessoal

Trabalhando atualmente como artista freelancer e educador, Mikey tem inspirado uma legião de profissionais, principalmente via redes sociais, com suas técnicas de corte e pequenas doses de motivação e autoconfiança, estimulando sempre o respeito entre os profissionais da área.

Hoje Mikey faz parte de um seleto grupo de experts em barbearia para divulgação da linha Redken Brews. No Brasil, o time é composto por Edimar Torres (Torres Barbearia), Tiago Cecco (Barbearia 9 de Julho), Kaio Bulevar e Julio Castro (barber coach). Internacionalmente, a marca também investe na artista canadense MJ Deziel, para completar o time com seu estilo de vanguarda. Um sinal de que as mulheres também já se interessaram pela profissão e estão conquistando seu espaço com o apoio da indústria.

A Beauty Fair fez uma entrevista exclusiva com o profissional e você confere logo abaixo, incluindo vídeo.

Beauty Fair: Como educador e influenciador digital, o que você acha do crescimento da comunidade barber no mundo?

Mikey Henger: Acho muito bom que esteja crescendo, e está sendo rápido. Não vejo este movimento diminuir tão cedo, porém o mais importante é garantir que tenha qualidade no trabalho e não quantidade de profissionais.

BF: Você vê comprometimento dos profissionais em se qualificarem?

MH: Eu vejo dois tipos de pessoas entrando nessa área. Tem pessoas que veem todo o glamour nas mídias sociais e acham que a profissão se resume a isso e tem pessoas que realmente querem trabalhar com barba e cabelo e viver disso. Eu sempre tento explicar isso, que você tem que aceitar o lado bom e o lado ruim de tudo. Com isso em mente e e com capacidade de receber críticas, você está preparado para esta área.

BF: Assistimos sua apresentação na Barber Week e foi muito legal. Num certo momento, percebi que as pessoas ficaram curiosas sobre a licença que vocês (nos Estados Unidos) tem que pagar. O que você acha disso? porque é muito diferente aqui (Brasil). Difícil de imaginar ter que pagar uma licença de trabalho, até porque o mercado de beleza é muito conhecido por ser democrático e inclusivo.

MH: Eu acho que ter uma licença não significa que você sabe o que está fazendo. Então não esquente com isso. Conheço muitas pessoas que possuem licença e não sabem fazer o seu trabalho. Para mim, isso é muito dinheiro e é uma maneira do governo arrecadar seu dinheiro, mas para mim, a razão pela qual eu gosto é porque dá um certo valor. Infelizmente, muitas pessoas não entendem o valor e o quanto a gente pagou, então uma coisa se encontra com a outra. Muitos falam que é muito por um pedaço de papel….

BF: 20 mil dólares.

MH: 20 mil dólares, dá pra comprar um carro, ou algo do tipo.

Foto: divulgação

BF: Como influenciador você sempre diz que é importante unir o profissional e o pessoal nas redes sociais, mas às vezes eu percebo que você recebe algumas críticas por isso. Como lida com os haters?

MH: Acho que qualquer promoção é uma boa promoção para mim. Às vezes as pessoas ficam muito nervosas porque trago atenção para mim. Acho que se as pessoas não gostam de mim como eu sou, então prefiro que não goste de mim de jeito algum, porque vão gostar de mim por ser outra pessoa e não acho que deva ser assim. É por isso que eu combino minha vida pessoal com o meu trabalho, porque cria uma amizade verdadeira, não são só números e pessoas que gostam dos cortes de cabelo que eu faço.

BF: Você conheceu o Willy Morales, referência aqui no Brasil neste segmento. Como foi esse encontro?

MH: Interessante porque quando eu o encontrei eu não o conhecia. Não sabia nada do Brasil e da América do Sul, tudo que eu sabia era futebol. Estávamos trabalhando juntos em um projeto na Holanda. Rimos muito juntos. Ele tentava falar inglês e era estranho porque nós éramos de países diferentes e nos tornamos melhores amigos e nenhum de nós falava a mesma língua. Ele se mostrou muito prestativo e respeitoso.

BF: Vocês trocam experiências e ideias sobre a vida profissional?

MH: Sim, nos falamos muito sobre corte de cabelo e sobre a vida. Temos muito em comum quando se trata em ser você mesmo e se divertir, consigo ver isso nele sempre. Você tem que amar o que você faz e respeitar as outras pessoas.

BF: Willy Morales se descreve como um profissional old school e você disse que não gosta de se rotular. Como funciona isso para você?

MH: Não gosto de me rotular porque nunca estou satisfeito com o que faço. Sempre gosto de fazer algo diferente. Então, se eu me rotular como um barbeiro tradicional, não atenderei mulheres, não mexeria com cabelos longos, não vou fazer coloração, etc. Hoje em dia é mais comum ser híbrido.

BF: Acredita que a maioria dos profissionais são híbridos?

MH: Sim, até porque os profissionais mais tradicionais encaram isso como estilo de vida. Antigamente barbeiros realizavam cirurgias, era um trabalho totalmente diferente. Eu sempre respeitei os barbeiros tradicionais e nunca me rotularia desta forma porque eu sei que não faria o que eles fazem, então é por isso que não me classifico como barbeiro. Seria falta de respeito com as pessoas que fazem esse trabalho.

BF: Para finalizar nossa conversa, qual o corte de cabelo mais comum nos Estados Unidos? É muito diferente do Brasil?

MH: Depende muito de onde você está, pois, a Costa Oeste é bem diferente da Costa Leste. Somos influenciados por muitas culturas, pela cultura latino-americana, britânica, culturas europeias e cada cultura gosta de um estilo diferente, então depende muito. Para mim, que sou influenciado pelo estilo inglês, tento trazer isso para o meu mercado, com mais textura, algo mais punk, mas também faço corte clássico e básico. Hoje em dia, com as redes sociais, as tendências mudam muito rápido, diferente de antigamente.

BF: Você é de Nova Iorque?

MH: Eu vivo na Pensilvânia, umas 2 horas de Nova Iorque. Mas estou sempre lá. Onde eu vivo é muito tradicional. Vivo numa cidade bem pequena, mas até mesmo lá tem pessoas diferentes. Eu gosto de ser um peixe grande num lago pequeno ao invés de ser um peixe pequeno num oceano, é mais fácil.

 

 

Por Deborah Huff, que viajou para o Rio de Janeiro a convite de Redken Brews.

Mike Henger foi um dos palestrantes do 1º Congresso Barber Beauty Fair, que aconteceu dia 11 de setembro de 2018, no Expo Center Norte. Confira algumas fotos do evento.

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